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outubro 03, 2013

MACHO



Por Jon Paredes

Gomos delgados, suor escorrendo,
pele áspera e quente, desenho escultural de Deus.

setembro 13, 2013

Amado Ofensor - FINAL

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Boa leitura!

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Renato lê o papel que Alexa o entrega. Seu rosto se enche de terror e ele paralisa.”

O bilhete sem remetente nem destinatário, na mão de Renato, apenas dizia: “Já sei de toda a verdade, Adolf, e isso não vai ficar barato. Vamos testar a apneia do seu amiguinho?”
Alexa sacode Renato como se tentasse acordá-lo.

– Renato? O que foi? Está tudo bem? – Alê pergunta, com um certo desespero. 
– Ela sabia que eu voltaria aqui, mas como ela descobriu a casa de Tom? – Renato diz, consultando seus pensamentos. 
 Ela quem, Renato? Fala!
 Alê, Eu não tenho certeza de onde o Tom possa estar – Renato diz, altamente estressado – mas eu sei com quem ele está e isso não é bom.
 E com quem ele está, meu Deus!
 Não há tempo para explicações agora. Precisamos ir atrás dele.
 Tá. Sobe na moto.

MEIA HORA ANTES DAQUELE MOMENTO...

agosto 25, 2013

Amado Ofensor - Parte 6

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Boa leitura!

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PARTE 6

  No bairro do Braga Ráisa está em seu quarto olhando para o teto. Ela não havia dormido a noite inteira. Não conseguiu parar de pensar em Renato e no quanto foi estúpida em deixá-lo ir embora sem exigir saber onde ele se brigava. Por algumas vezes, ela foi à casa onde ele morava sozinho. A única família que ele tinha em Cabo Frio era seu primo Iago – um homem de trinta e um anos.

julho 27, 2013

Amado Ofensor - Parte 5

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PARTE 5

Os rapazes olham uns para os outros, sem ação. Ráisa começa a atravessar a rua com passos firmes e punhos cerrados em direção à mesa de Renato.”

Alê observa a figura estranha que se aproxima. Ela fica um tanto desconfiada e companha Ráisa com os olhos enquanto dá um gole em seu copo de cerveja. Ráisa passa direto pela mesa. Ela nota que está sendo observada e segue em direção ao balcão do restaurante. Logo em seguida, os três rapazes carecas a seguem e se juntam a ela. Eles pedem uma cerveja e ficam em silêncio por alguns instantes. Ráisa parecia impaciente: tremia compulsivamente a perna direita e dava longas tragadas em seu cigarro. Os clientes das outras mesas olhavam para o grupo com bastante desconfiança. Eles não pareciam normais. Seus rostos tinham expressões inquietas, como se não estivessem ali a fim de descontração. Pareciam estar esperando alguém ou prontos, aguardando o momento certo para anunciar um assalto.

– Que gente esquisita! – Disse Rebeca.

– É... Parece um pessoal meio estranho, mesmo. Vamos ficar de olho aberto – disse Ronaldo.

– Nada haver, gente. Isso é preconceito de vocês. Eles estão ali, quetinhos, bebendo a cervejinhas deles sem incomodar a ninguém. Vocês é que estão de bobagem. – disse Marcela, a namorada de Alê.

– É mesmo, gente. Deixa eles – concordou Fausto. – Agora... que eles são esquisitos, isso eles são. Dá medo, ui!

– O que você acha, Tom? – Perguntou Alê.

Tom estava pensativo e bastante distraído. Não ouviu a pergunta que Alê o fez. Olhava para o nada com uma cara de preocupado.

– Tom? Tom?

junho 30, 2013

Amado Ofensor - Parte 4

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PARTE 4

Renato estava mesmerizado pela íris cristalina de Tom. Os rostos se aproximaram, a libido se exaltava, os corações batiam forte, as bocas salivavam...”

  E o bendito telefone de Tom toca. Os dois limpam a garganta com uma leve tossida, tentando disfarçar o quanto estavam embaraçados.

- Alô... alô? Oi, Alê! Tudo bem? - Tom falava com uma amiga - Comigo tudo ótimo, graças a Deus. Amanhã à noite? - ele olhou para Renato por um instante, preocupado – Não sei... Talvez. É que... Bom, depois te explico melhor. Mas amanhã por volta das dez da manhã eu te ligo pra confirmar, OK? Tá, beijão, tchau.

- Era uma amiga, a Alê – Tom explica. - Ela sempre me chama para algum lugar. Parece que não vive sem mim.

- Talvez ela seja apaixonada por você – Renato sugere, sem olhar para Tom.

junho 23, 2013

Amado Ofenson - Parte 3



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PARTE 3

Ao abrir os olhos o escuro se tornou claro e o claro revelou um ventilador de teto que girava e soprava uma brisa agradável no rosto. Junto com a consciência que despertava, também despertavam dores insuportáveis. Ao lado da cama estava uma mesinha com gazes, esparadrapos, álcool, luvas descartáveis, analgésicos e outros materiais. Seu corpo tinha muitos curativos e ele usava um colar cervical. Sua cabeça doía bastante.
Ouvia-se um barulho de água caindo. O som vinha de uma porta entreaberta do outro lado do cômodo, de onde também saía um vapor de água quente e uma musica – um tanto abafada pelos estalos das várias gotas de água do chuveiro ao se chocarem contra o piso.

junho 18, 2013

Amado Ofensor - Parte 2

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PARTE 2


Um compartimento apertado, escuro, com cheiro de combustível e o som dos pneus traseiros do Monza preto rolando no asfalto. Éverton ainda se encontrava dentro do porta-malas do carro, tomado por pavor e desespero. Ele estava tão machucado que não conseguia gritar ou chorar. Seus pulmões estavam doloridos. Seus rosto sangrava, sua cabeça latejava e sua pressão parecia baixar. Ele alcançou o bolso da calça e pegou o seu smartphone. Tentou contato com sua amiga, Alexa, que havia saído do mesmo bar gay, naquela noite – por volta da mesma hora que ele – acompanhada de uma outra moça que conhecera ali. Mas Éverton não conseguiu contato. Ao olhar para o canto superior esquerdo da tela do aparelho, observou que não havia sinal de comunicação. “Nenhuma barrinha” ou “nenhum pauzinho”, na linguagem popular.

– Droga! Quando a gente mais precisa, essas porcarias não funcionam – ele pensou, frustrado.

junho 15, 2013

Amado Ofensor - Parte 1



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PARTE 1


Eram três da manhã em Cabo Frio quando Éverton, um jovem que vinha de um bar gay na Praia do Forte - a praia mais famosa da região - andava sozinho, a caminho de casa. A rua estava escura, fria e tão vazia, que ele quase podia ouvir as batidas de seu coração. Um pouco de medo preocupava sua mente, fazendo com que ele desse passos largos e afobados pra chegar em casa mais rápido.

O silêncio foi quebrado pelo som distante de um carro vindo atrás de Éverton. Estava a, mais ou menos, 300 metros dele mas se aproximava rapidamente. Juntamente ao som do motor, ouviam-se gargalhadas, um rock bem alto e barulho de garrafas de vidro sendo arremessadas ao asfalto.
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