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julho 27, 2013

Amado Ofensor - Parte 5

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Boa leitura!

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PARTE 5

Os rapazes olham uns para os outros, sem ação. Ráisa começa a atravessar a rua com passos firmes e punhos cerrados em direção à mesa de Renato.”

Alê observa a figura estranha que se aproxima. Ela fica um tanto desconfiada e companha Ráisa com os olhos enquanto dá um gole em seu copo de cerveja. Ráisa passa direto pela mesa. Ela nota que está sendo observada e segue em direção ao balcão do restaurante. Logo em seguida, os três rapazes carecas a seguem e se juntam a ela. Eles pedem uma cerveja e ficam em silêncio por alguns instantes. Ráisa parecia impaciente: tremia compulsivamente a perna direita e dava longas tragadas em seu cigarro. Os clientes das outras mesas olhavam para o grupo com bastante desconfiança. Eles não pareciam normais. Seus rostos tinham expressões inquietas, como se não estivessem ali a fim de descontração. Pareciam estar esperando alguém ou prontos, aguardando o momento certo para anunciar um assalto.

– Que gente esquisita! – Disse Rebeca.

– É... Parece um pessoal meio estranho, mesmo. Vamos ficar de olho aberto – disse Ronaldo.

– Nada haver, gente. Isso é preconceito de vocês. Eles estão ali, quetinhos, bebendo a cervejinhas deles sem incomodar a ninguém. Vocês é que estão de bobagem. – disse Marcela, a namorada de Alê.

– É mesmo, gente. Deixa eles – concordou Fausto. – Agora... que eles são esquisitos, isso eles são. Dá medo, ui!

– O que você acha, Tom? – Perguntou Alê.

Tom estava pensativo e bastante distraído. Não ouviu a pergunta que Alê o fez. Olhava para o nada com uma cara de preocupado.

– Tom? Tom?
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